quarta-feira, 29 de abril de 2009

Eles se amavam, se amavam por completo.
Eles se amavam por tudo e apesar de tudo.
Ele a amava porque o sorriso dela era sincero
Ela o amava porque ele tinha o olhar profundo
Ele amava a maneira como ela olhava pro céu e dizia que não se devia contar estrelas, que isso era limitar a beleza infindável do céu.
Ela amava a objetividade dele, e a maneira prática que ele tinha de resolver problemas
Ele a amava porque ela sabia rir de tudo
Ela o amava porque ele não tinha medo de ser ridículo
Ele a amava porque ela tinha mania de ficar cantarolando
Ela amava quando ele lembrava dela em momentos inesperados
Ele amava a maneira como o cabelo dela caía nos olhos
Ela amava quando ele tirava-lhe o cabelo dos olhos
Ele amava o perfume dela
Ela amava o abraço dele

Eles amavam o simples fato de se amar, e poder existir no mesmo mundo, e poder compartilhar os mesmos momentos, e viver juntos... amavam os sonhos, amavam sentir a brisa fresca do fim de tarde, amavam as sombras da noite, e como a lua certos dias pinta tudo de prata
Eles amavam ficar abraçados por horas, amavam conversar durante um dia inteiro... amavam até quando não falavam nada.
Eles admitiam que tinham milhares de motivos pra se amar

Eles se amavam apesar dos dias de sol abrasador que torna tudo quente e agitado, se amavam apesar dos problemas a ser resolvidos...
Ele a amava apesar do nervosismo dela
Ela o amava apesar da confusa mente dele
Ele a amava apesar dos momentos em que ela se altera
Ela o amava apesar do silêncio nos momentos errados
Ele a amava apesar das palavras ditas em horas incovenientes
Ela o amava apesar dele ser autoritário
Ele a amava apesar dela ser sincera
Ela o amava apesar dele ser simples
Ele a amava apesar dela ser estranha
Ela o amava apesar dos dias de preguiça
Ele a amava apesar dos dias de TPM
Eles se amavam apesar dos dias de doença
Amavam-se apesar dos desentendimentos
Apesar dos conflitos
Apesar das contas a pagar, eles se amavam
Amavam-se no frio do inverno, e no calor do verão
Amavam-se mesmo a distância, e mais ainda quando perto
Depois eles sabiam ainda se amar com filhos pequenos gritando, sabiam se amar apesar do cansaço... Eles não se esqueciam do amor nem mesmo nos dias de correria e cansaço extremo
Eles ainda se amavam quando os filhos sairam de casa... e ainda se amavam quando chegaram as rugas, e quando chegou a fraqueza... eles sabiam que amor é pra sempre.
Eles sabiam se amar por todos os motivos e apesar de todos os problemas e circunstâncias adversas...Porque amor é amor quando é pela vida inteira.
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A gente escuta muito falar sobre os milhares motivos que temos para amar. E todos enumeram milhares de motivos para amar. Mas é esquecendo dos problemas que acompanham o amor que as pessoas se perdem... porque as pessoas vem com qualidades e defeitos. E é preciso querer bem apesar de tudo.
No livro O Elogio da Loucura, há uma parte que a loucura fala que ela é a responsável pelo casamento porque se os homens entendessem tudo que isso envolve, não casariam.
O amor custa caro, mas vale a pena. Porque o amor é divino... Deus é amor...E só o amor completa uma vida.

Deixa a vida leve e cheia de significado.

sábado, 25 de abril de 2009

Não quero mais tuas promessas
Leve-as para longe de mim
Não quero ver teu sorriso largo
Nem me encantar com teu jeito bobo
Não quero mais a criança que habita em ti
Leva embora
Leva embora suas cores
Tuas declarações todas de amor, leva

Arrancarei de mim teus espinhos todos
E deixarei pra trás todos meus sonhos tolos
Porque hoje sou mais do que fui um dia
E hoje tenho mais do que tive em toda vida

Agradeço a todas as mãos que me foram estendidas,
Os ombros e ouvidos disponíveis
E os braços abertos
Todos estes que me fizeram ver
Não é só você que pode me proteger

Não quero mais sentir teus braços a me puxar
Nem quero mais teus lábios a me procurar
Já tenho o meu caos,
Não preciso do teu
E espero que saibas como viver com ele
E que faça escolhas certas

Não tenho mágoas
Só não quero mais tuas mentiras
Dispenso as migalhas que me dás
Não quero mais correr pro teu abismo

Meu amor-próprio já me satisfaz

quarta-feira, 18 de março de 2009

Vida, como ela é...

As coisas nunca são exatamente o que esperávamos que fosse. Mesmo quando estamos olhando pra elas, não conseguimos enchergar o que de fato são, ninguém é tão bonito bem de perto. Nada é perfeito. Tudo é diferente do que víamos, porque a nossa interpretação do mundo, não é o mundo.

Cabe a nós bravamente continuar lutando e não desistir, não desistir nem mesmo das coisas feias, das coisas tortas, das pessoas sem jeito(como eu), das infantis, dos amores que parecem esfriar, dos amigos que parecem distanciar. Cabe a todos uma luta descomunal, sei que é pesado, mas eu vou carregar essa carga até que meus joelhos se dobrem, e não me reste mais força.

A gente sempre espera que um dia chegue o príncipe, aquele bem forte e determinado, que sabe o que faz, que entenda tudo, que seja protetor, e esperamos que ele carregue o peso, ou pelo menos, ajude a carregar. E é aí que caímos do cavalo(e pior, de um grande cavalo-branco de pêlos brilhantes). Não há príncipe, nem sapo, nem homem, nem mulher, nem criança, nem mãe, pai, filho, amigo ou médico que nos cure. Ninguém vai carregar a nossa carga. E nem por isso seremos infelizes.

Carregar um peso é normal, são as coisas que nos foram dadas por graça ou desgraça, não importa, são nossas. Eu quero minhas coisas todas pra mim. Eu não quero mais um protetor, seja amor, amigo ou família. Eu quero viver minha vida, sem medo de ser feliz, sem medo das dores inevitáveis. Terei sempre medo e vou sempre sofrer com perdas e frustrações...mas que eu saiba dar a volta por cima, valorizar, e acima de tudo, amar tudo que tenho. E todos que por escolha vierem pra minha vida. Seja muitos, ou poucos. Lembrar sem dores dos que foram, porque cada um sabe qual caminho escolher pra si, afinal, eu também escolhi meus caminhos.

Escolhi caminhos difíceis, cheios de espinhos, e estou um tanto machucada. Mas também existiram flores diversas, rosas vermelhas, flores do campo, lírios, girassóis, haviam também árvores gigantes, que quando eu estava cansada, repousava na sua sombra, tinha até umas borboletinhas coloridas que brincavam de roda.

Eu quero mesmo é sentir o vento bagunçar os meus cabelos, quero chorar ao ver o pôr-do-sol, de tão lindo que ele é. Quero abraçar mais. Amar mais. Não exigir nada em troca.

E o melhor de tudo: estar feliz assim. Lutando, mas sendo simples, descontraída. Feliz por ser eu.

sexta-feira, 6 de março de 2009

SEJA UM IDIOTA - Arnaldo Jabor

A idiotice é vital para a felicidade

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre.Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu?Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um leitinho gostoso agora?
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios".
"Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche"

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ele não queria mais

Não queria mais olhar aqueles olhos tão profundos e intrigantes, ele não queria.
Ele não queria mais sentir aquele perfume suave, nem sentir mais aquele pele macia...
Ele não queria, não queria mais ver o sorriso bobo, nem o olhar sério, nem escutar a voz que tanto o agradava...
Não queria mais sentir os dedos dela pelo cabelo dele.

Porque ele queria tranqüilidade... ele não queria surpresas, nem emoções fortes demais
Ele sempre foi precavido, sempre seguiu uma rotina, planejou tudo na vida.
Mas aquelas sensações intensas, aquelas sensações eram imprevisíveis, e ele não esperava sonhar com ela, não esperava ter tanta saudade, não planejou nada daquilo.

Ela era uma inimiga, ela trazia a vida dele o inesperado.
Muitas vezes ele sério, explicando coisas que ele de fato encarava como importante, era supreendido por uma gargalhada dela e um "Porque você se preocupa com essas coisas?"
Para ele tudo tinha uma explicação matemática, e era preciso entender o mundo para entender a si mesmo. Ela sabia que não precisava disso tudo. Era só olhar pra si mesmo, de vez em quando, não o tempo todo, afinal, olhar pra si mesmo é sinal de narcisismo, e ela achava isso muito desumano.

Ele observava o mundo e o explicava, acreditava até que o havia desvendado. Ela olhava o mundo, com um olhar de admiração, ou de espanto. E nunca esperava pelos acontecimentos, era sempre surpreendida. E ele dizia "Isso não me espanta".
Ele queria se livrar daquela maneira desligada e despreocupada dela. Ela era um peso que ele carregava por apego a sensação de fuga que os momentos com ela o proporcionava, não fuga de um lugar, mas de uma condição mental que era o apoio dele, era a tranqüilidade, mas faltava-lhe os sentidos... ela brincava com os sentidos dele. Brincava também com todos os ideais que por ele foram pensados e repensados.
Ele imaginava que ela gostava disso tudo, de perturbá-lo, de tirá-lo do chão e confundir o caminho.
Ele não queria mais isso. Ele queria ter de novo a vida planejada, tudo bem organizado, sem surpresas, sem alarmes...
Ele era muito medroso... sabia que a vida podia doer...
Ele havia decidido, isso iria acabar, hoje!

--- De repente, ela entra, sem bater a porta, com um sorriso de criança no rosto, e lhe dá um abraço quente e apertado ---

E as sensações voltam, e ele simplesmente esquece que não queria mais isso...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008



E assim...É só olhar pra você que muda meu dia.
Mesmo você tendo apenas dado uma passadinha no mercado enquanto eu fazia compras. Mesmo tendo ficado menos de 20 minutos e mesmo não tendo falado nada interessante. É só te olhar, que me transborda uma alegria tão minha, e totalmente sua.Porque você colore meus dias, alegra minha vida, me dá força.
Olho em volta e não entendo, não entendo esta era de coisas passageiras, de fazer tudo com pressa, de tudo começar e acabar rápido demais, antes que possamos sentir. Quando você apareceu o mundo parou, pra que eu pudesse te olhar...
Meu amorzinho, o que eu sinto é muito mais profundo e tenho várias razões... mas não quero falar. Hoje quero só pensar em você, e sentir como você me faz... viva!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

"Eu gosto dos que tem fome, dos que morrem de vontade, dos secam de desejo, dos que ardem"

Se eu pudesse, gritaria cada grito preso na garganta
Se pudesse correria pelas ruas
Enfrentaria a tempestade que cai lá fora...mas não quero me resfriar
Se eu tivesse um pulmão mais forte, meu grito seria escutado por vários povos...tribos...
Mas de nada me serviria, pois não entenderiam...
Não adianta ser visto, se não é entendido,
Receber atenção não supre a falta de compreensão
A sede só passa com água, a água nunca é bastante...só suficiente
E a vida é só uma história mal contada
As estradas sempre levam a abismos
O fim nunca justifica os meios
A vida escorre entre os dedos antes que a gente consiga beber por completo
Estagnados, em estado de inércia...deixamos que a vida passe
Que o sangue coagule, que as cores desbotem
Só a observar, só contando-a, só pensando em qual a melhor estrada
É preciso ter um objetivo, é preciso entender as dores
Só depois que entendemos, tudo passa a fazer sentido
Só depois que encontramos ao menos um motivo, não nos importamos mais com a direção
Pois cada passo aponta o caminho
E assim a vida prossegue tranqüila
Sem precisar gritar, nem correr, nem enfrentar tempestades
Você não precisa ser compreendido se souber compreender a si mesmo.

***

Já faz algum tempo que escrevi isso, mas tenho o péssimo hábito de não colocar datas nos textos, talvez porque eu acredite que tudo que escrevo é atemporal, acreditando que o que escrevi ontem, terá o mesmo sentido hoje, e amanhã... mas não, não tem o mesmo sentido.

Hoje concordo com o que escrevi, mas concordo de outra maneira, já não vejo do jeito que via, talvez seja culpa da miopia.(isso foi só pra rimar, rsrsrs)

Compreender a si mesmo pode parecer simples, afinal, é você... mas nem sempre é tão simples assim, porque nós não somos feitos apenas de razão. Mas uma hora você acaba entendendo, não tudo, mas em parte.

Lembro-me de uma época em que eu queria ser compreendida, mas não, hoje não... se não entenderem, me basta o respeito.

"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."(Clarice Lispector)